As respostas que costumam ser pedidas por escrito.
Dezesseis perguntas, em quatro temas. Estão aqui também as desconfortáveis: se o dado sai do país, se o material da sua instituição treina modelo, se o produto é dispositivo médico e o que acontece quando o sistema erra. Onde ainda não existe resposta fechada, está escrito que ainda não existe.
Uso clínico e limites
O que o sistema entrega ao profissional, onde ele para e o que continua sendo decisão de quem assina o atendimento.
O Clarear Saúde substitui o médico?
O Clarear Saúde não substitui o médico e não foi construído para isso. A plataforma não fecha diagnóstico, não prescreve, não escolhe tratamento, não decide internação ou alta e não executa nenhuma intervenção no paciente. Ela organiza o protocolo aprovado pela sua instituição e registra o que foi consultado em cada atendimento. A conduta continua sendo do profissional de saúde habilitado, e a responsabilidade também.
O Clarear Saúde é um dispositivo médico?
O enquadramento do Clarear Saúde como software dispositivo médico, sob a RDC 657/2022 da ANVISA, está em avaliação e ainda não tem resposta fechada. Enquanto essa avaliação corre, o produto é operado e descrito como ferramenta de apoio ao profissional de saúde, e a comunicação pública evita qualquer promessa de finalidade médica. Quando houver posicionamento definido, ele será publicado aqui.
O que acontece se o sistema errar?
Um erro do Clarear Saúde não vira conduta sozinho, porque nada avança sem alguém confirmar. O que a inteligência artificial entende de um áudio ou de um documento fica pendente de revisão, com o trecho de origem à mão, e só entra no registro clínico depois que o profissional aceita. Número não é texto gerado: ele vem de regra fixa e carrega a versão da regra usada.
O que acontece quando falta um dado para o cálculo?
Quando falta informação, o Clarear Saúde diz que o escore não é calculável e lista o que faltou. Ele não completa por conta própria. O número nunca aparece como zero, como erro genérico, nem com o dado ausente tratado como resposta negativa. Não perguntado, perguntado sem resposta e respondido como negativo são três situações diferentes, e o sistema não as mistura.
A IA pode criar uma regra clínica a partir dos nossos prontuários?
A inteligência artificial do Clarear Saúde não cria regra clínica a partir dos seus prontuários e não transforma a opinião de um profissional em conduta para os demais. Protocolo entra pelo comitê da instituição, com aprovação, versão e data de vigência. Mudar uma regra clínica é ato do comitê, registrado como tal, e nunca efeito colateral do uso do sistema.
Segurança e dados
Para onde o dado da sua instituição vai, quem consegue vê-lo e o que fica registrado sobre cada acesso.
Os dados do meu hospital saem do país?
Dado identificável não é enviado a nenhum serviço externo sem contrato, configuração e autorização específicos da sua instituição. Havendo transferência internacional, ela depende de mecanismo previsto na LGPD e é informada por escrito antes da contratação, com o provedor e a finalidade nomeados. Este site institucional não carrega nenhum recurso de terceiro e não envia dado de navegação para fora.
Vocês treinam modelo de IA com os dados do nosso hospital?
Os dados da sua instituição não treinam modelo do Clarear Saúde nem modelo de terceiro. O sistema não aprende regra clínica a partir de prontuário e não transforma feedback isolado em regra. Qual provedor de inteligência artificial atende a sua instituição, o que sai daqui e o que fica retido do outro lado é informado por escrito antes da contratação.
Como os dados de uma instituição ficam isolados dos de outra?
O dado de uma instituição fica separado do de outra por duas barreiras independentes. A aplicação confere organização, unidade, papel e permissão antes de cada operação. E, mesmo que a aplicação falhe, o banco recusa devolver dado de outra instituição ou de outra unidade, porque a conta que o sistema usa não tem poder para ignorar essa regra. O acesso que deve ser bloqueado é testado automaticamente.
É possível saber quem acessou o quê, e quando?
O Clarear Saúde registra cada operação protegida, inclusive as tentativas negadas por falta de permissão ou de unidade autorizada. Esse registro não pode ser alterado nem apagado depois, nem por quem administra o sistema, e a garantia está no próprio banco de dados, não na disciplina de quem programa. O que fica guardado é a referência do que foi acessado, e não o conteúdo clínico.
O Clarear Saúde tem certificação ISO 27001 ou SBIS/CFM?
O Clarear Saúde não exibe selo de certificação nesta página, e isso é proposital: sem certificado emitido, com categoria e nível, afirmar conformidade seria declaração sem lastro. O que a sua área técnica pode verificar hoje é o mecanismo: separação em duas barreiras, registro que não se apaga, regra clínica versionada e teste automático do acesso que deve ser negado.
Integração e operação
Como o protocolo do seu comitê entra, o que acontece quando ele muda e o que precisa existir do lado da instituição.
O Clarear Saúde integra com o prontuário eletrônico que já usamos?
A integração com o prontuário que a sua instituição já usa é avaliada caso a caso e não é pré-requisito para começar. A plataforma recebe dados clínicos estruturados pelo próprio canal dela, e o escopo de qualquer integração, incluindo quais campos trafegam e em que direção, é acordado com a instituição e registrado antes de existir código.
Quem cadastra os protocolos da instituição no sistema?
O protocolo é da instituição e entra pelo caminho da instituição: o comitê aprova o documento, define a versão e a data de vigência, e é esse conteúdo que passa a ser aplicado. O Clarear Saúde não escreve protocolo, não altera protocolo e não sugere mudança de conduta por conta própria. Ele formaliza o documento, guarda cada versão e registra o uso.
O que acontece com os registros antigos quando o comitê revisa um protocolo?
Os registros antigos continuam apontando para a versão que estava vigente na data do atendimento. Publicar uma versão nova não reescreve o passado: cada registro guarda o protocolo, a versão, a data de vigência e o momento em que foi consultado. É isso que permite responder, meses depois, com que regra determinada conduta foi apoiada.
Contratação
Como começa a conversa, o que já está publicado sobre condição comercial e por onde é razoável começar.
Como funciona a primeira conversa com o Clarear Saúde?
A primeira conversa é técnica e dura cerca de trinta minutos. O objetivo é entender um protocolo da sua instituição, como ele é aplicado hoje e o que precisaria ficar registrado para que essa aplicação fosse auditável. Não há apresentação comercial, não há demonstração com dado de paciente e você não precisa enviar nenhum documento antes.
Quanto custa o Clarear Saúde?
O preço do Clarear Saúde não está publicado nesta página, e o motivo é simples: a instituição paga pelos módulos que contrata e pelo volume que usa, então a condição depende do escopo. O valor é apresentado por escrito depois da conversa técnica, junto com o que está incluído e o que não está, para não haver surpresa na renovação.
Dá para começar com um único protocolo?
Começar por um único protocolo é o caminho recomendado, e costuma ser aquele que mais gera dúvida no plantão. Um escopo pequeno deixa você verificar de ponta a ponta o que interessa: se a versão vigente está correta, se o registro do que foi consultado serve numa auditoria e se o fluxo cabe na rotina da equipe.
A pergunta que não está aqui costuma ser a mais útil.
Se a sua dúvida é sobre um protocolo específico, sobre auditoria interna ou sobre o que a sua área de tecnologia vai querer verificar, ela cabe na conversa técnica de trinta minutos.
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